Não sei porque, mas sempre tive a sensação de que Santa Maria é uma cidade litorânea. Embora estejamos encravados até o pescoço no meio do estado, há uma coisa nessa cidade que me causa essa sensação. Talvez seja o Vento Norte.
Não sei, não sei...
Ou quem sabe as ruazinhas arenosas de Camobi. Inclusive, ouvi dizer que alguém afundou em alguma por ai, ou talvez tenha caído em um buraco. Mito? Fato?
Não sei, não sei...
Fato é que com essa minha impressão praieira da cidade, andando pela Presidente (A Avenida Aquela), me surpreendi cantarolando Garota de Ipanema.
Porém um rápido olhar para os transeuntes ao meu redor me trouxe de volta a minha realidade. Não havia ninguém de micro biquíni ou besuntado de óleo bronzeador. No máximo um protetorzinho solar.
Desiludido por não termos nem um Piscinão de Ramos onde eu pudesse afogar as lágrimas, me afogar ou simplesmente, como deve ser o caso de vocês que leem, boiar, me consolei em observar o meu "alrededor" ainda tomado pela marolinha imaginária, que vinha em ondas de devaneios.
Permiti-me utilizar a canção dos mestres Vinícius e Jobim como base para uma nova, mais de acordo com nossa realidade interiorana. Eis-la:
Olha que coisa mais linda,
O capim que nasce.
É esse matinho que as ruas invade,
Tingindo de verde o chão antes marrom.
Bom? Ruim? Ruim.
Acho que o que eu preciso na verdade são de férias. E em uma cidade com praia de verdade, ou simplesmente parar de escrever para alívio de todos vocês. Enfim.
Não sei, não sei...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
Carta de despedida para a chegada
"Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la."
Clarice Lispector
Sinto a tua falta. Constante, pulsante, em mim e na minha vida.
Deixo os meus sonhos rumo aos teus braços. E não vou mais desejar sonhar.
Pois não haverá razão para sonho, só para abraço.
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la."
Clarice Lispector
Sinto a tua falta. Constante, pulsante, em mim e na minha vida.
Deixo os meus sonhos rumo aos teus braços. E não vou mais desejar sonhar.
Pois não haverá razão para sonho, só para abraço.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Da série: “Coisas que eu escrevi na apostila do cursinho quando não conseguia prestar atenção na aula”
Matemática?
Uma eterna incógnita na minha vida.
Bem, pensando na vida, assim, vejo que a matemática é algo extremamente... Hum... Como direi? Tão... Distante... Enfim.
O negócio é que não consigo... Hum... Me concentrarrrrr... Zzzzzzzzzzzzzzzzz...
Agradecimento: G10 Vestibulares
Uma eterna incógnita na minha vida.
Bem, pensando na vida, assim, vejo que a matemática é algo extremamente... Hum... Como direi? Tão... Distante... Enfim.
O negócio é que não consigo... Hum... Me concentrarrrrr... Zzzzzzzzzzzzzzzzz...
Agradecimento: G10 Vestibulares
sábado, 15 de agosto de 2009
Um pedacinho
Numa conversa de MSN:
Giane: “Não estou - espero - me julgando com excesso de imparcialidade. Mas preciso ser um pouco imparcial senão sucumbo e me enredo na minha forma patética de viver. Aliás, fisicamente tenho algo de patético: meus olhos grandes são infantilmente interrogativos ao mesmo tempo em que parecem pedir alguma coisa e meus lábios estão sempre entreabertos como se fica diante de uma surpresa ou então como quando o ar que se respira pelo nariz é insuficiente e então se respira pela boca: ou então como ficam os lábios quando estão prestes a serem beijados. Eu sou, sem ter consciência disso, uma armadilha”. (Clarice Lispector)
Giane: Que tal?
Leonardo: Só sei que fiquei aqui, meio sério, meio rindo idiotamente, aparvalhado com a capacidade que ela tem de me deixar, incapaz... Parece que eu passo por dentro de um moedor de carne e saio uma massa disforme quando leio o que essa mulher escreve.
Giane: Todos os dias dou bom-dia primeiro a ela. É sempre assim. Água a esquentar, escovo os dentes, não me olho no espelho, faço o mate, sento, acendo o cigarro, e abro o livro. Depois disso é que vêm as cifras, os telefonemas...
Leonardo: Poesia da vida...
Leonardo: Eu acordo, tomo um Nescau, escovo os dentes, ligo o PC, vou pra TV e espero o almoço deitado na sala...
Giane: De férias e é criança.
Leonardo: Dividi mentalmente minha visão em duas telas: O teu despertar e o meu, tipo um curta. Até o momento de vir sentar aqui na frente do PC, que de certa forma vira um. A vida é um eterno funil. Não é à toa que começa com V. Porque, nós dois, por exemplo, cada um a sua maneira de despertar, acabou vindo parar aqui, seja lá onde a gente esteja. Um funil. Uma ponta. Algo assim pra mim.
Giane: “Não estou - espero - me julgando com excesso de imparcialidade. Mas preciso ser um pouco imparcial senão sucumbo e me enredo na minha forma patética de viver. Aliás, fisicamente tenho algo de patético: meus olhos grandes são infantilmente interrogativos ao mesmo tempo em que parecem pedir alguma coisa e meus lábios estão sempre entreabertos como se fica diante de uma surpresa ou então como quando o ar que se respira pelo nariz é insuficiente e então se respira pela boca: ou então como ficam os lábios quando estão prestes a serem beijados. Eu sou, sem ter consciência disso, uma armadilha”. (Clarice Lispector)
Giane: Que tal?
Leonardo: Só sei que fiquei aqui, meio sério, meio rindo idiotamente, aparvalhado com a capacidade que ela tem de me deixar, incapaz... Parece que eu passo por dentro de um moedor de carne e saio uma massa disforme quando leio o que essa mulher escreve.
Giane: Todos os dias dou bom-dia primeiro a ela. É sempre assim. Água a esquentar, escovo os dentes, não me olho no espelho, faço o mate, sento, acendo o cigarro, e abro o livro. Depois disso é que vêm as cifras, os telefonemas...
Leonardo: Poesia da vida...
Leonardo: Eu acordo, tomo um Nescau, escovo os dentes, ligo o PC, vou pra TV e espero o almoço deitado na sala...
Giane: De férias e é criança.
Leonardo: Dividi mentalmente minha visão em duas telas: O teu despertar e o meu, tipo um curta. Até o momento de vir sentar aqui na frente do PC, que de certa forma vira um. A vida é um eterno funil. Não é à toa que começa com V. Porque, nós dois, por exemplo, cada um a sua maneira de despertar, acabou vindo parar aqui, seja lá onde a gente esteja. Um funil. Uma ponta. Algo assim pra mim.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Carta para um você
Essa carta é para um você. Um alguém que eu ainda não conheço um alguém que eu ainda não sei. Mas se você está lendo, é porque você é especial. E eu realmente gosto de você.
Muito bem, não sei por onde começar.
Talvez falando um pouco de mim?
Bom, eu sou esse que você conhece. Mas não sou só isso. Sou muito mais. Disso tenho certeza, embora eu me esqueça disso às vezes. Minha memória é terrível. Perde o que não posso perder e encontra o que não quero encontrar. Bem o avesso. Bem, eu.
Como você também já deve saber, não sou nenhum garoto, muito embora às vezes eu haja como se fosse. Mas creio não ser o único ser humano agir assim.
Na realidade eu não gosto de falar de mim. Gosto mais de ouvir o que se tem a falar de mim, mas na realidade eu prefiro não falar de mim.
Não sou uma pessoa muito complicada.
Mas que bobagem. Todos nós somos complicados.
O que quero dizer é que não sou tão complicado. Bom, para começar não pense que sou meio louco por escrever uma carta para alguém que eu ainda não conheço.
O fato é que eu quero que você saiba, eu quero que você realmente saiba que eu esperei por você.
Esperei, embora não tenha feito isso literalmente.
Eu tentei.
Tentei você em vários alguéns. Mas sempre te errei.
Na realidade, achei que nunca te acertaria. Veja só!
Meus segredos... Vou te contar. Algumas noites, especialmente aquelas dos dias cansativos, antes de dormir, eu pensei em você.
Imaginei onde você estaria. Se perto ou se longe. Se estaria dormindo ou se estaria como eu, pensando onde estaria. No teu caso eu. No meu caso, você.
Eu imaginei você.
Imaginei como você poderia ser, como seria o teu sorriso. Confesso que esse momento era o mais delicado porque eu sentia saudade de você. Saudade de você, porque eu não tinha certeza se iria sequer te ver um dia.
Mas eu esperei.
Perdoe-me se eu nunca te procurei.
Quero que saiba que eu sempre soube que você não bateria na minha porta de uma hora para a outra. Que você não me ligaria por engano. Que você não estaria me esperando na outra rua quando eu dobrasse a esquina. Nem que você estaria sentado naquele café, numa mesa qualquer, esperando alguém, assim, como eu.
Eu sempre soube. Mas eu, eu confesso que eu imaginei. E desejei uma vez ou duas. Algumas. Várias vezes. Que você batesse. Que você estivesse. Que fosse você. E que para você, fosse eu.
Eu já fiz planos para nós dois.
Quando você estiver de aniversário eu vou levar dois chapeuzinhos, um para mim e uma para você. Uma língua de sogra para eu assoprar enquanto você assopra a vela do bolo. E assim, só eu e você, vamos celebrar o dia que você nasceu. Você, para a tua vida. Eu, você para mim.
Muito bem, não sei por onde começar.
Talvez falando um pouco de mim?
Bom, eu sou esse que você conhece. Mas não sou só isso. Sou muito mais. Disso tenho certeza, embora eu me esqueça disso às vezes. Minha memória é terrível. Perde o que não posso perder e encontra o que não quero encontrar. Bem o avesso. Bem, eu.
Como você também já deve saber, não sou nenhum garoto, muito embora às vezes eu haja como se fosse. Mas creio não ser o único ser humano agir assim.
Na realidade eu não gosto de falar de mim. Gosto mais de ouvir o que se tem a falar de mim, mas na realidade eu prefiro não falar de mim.
Não sou uma pessoa muito complicada.
Mas que bobagem. Todos nós somos complicados.
O que quero dizer é que não sou tão complicado. Bom, para começar não pense que sou meio louco por escrever uma carta para alguém que eu ainda não conheço.
O fato é que eu quero que você saiba, eu quero que você realmente saiba que eu esperei por você.
Esperei, embora não tenha feito isso literalmente.
Eu tentei.
Tentei você em vários alguéns. Mas sempre te errei.
Na realidade, achei que nunca te acertaria. Veja só!
Meus segredos... Vou te contar. Algumas noites, especialmente aquelas dos dias cansativos, antes de dormir, eu pensei em você.
Imaginei onde você estaria. Se perto ou se longe. Se estaria dormindo ou se estaria como eu, pensando onde estaria. No teu caso eu. No meu caso, você.
Eu imaginei você.
Imaginei como você poderia ser, como seria o teu sorriso. Confesso que esse momento era o mais delicado porque eu sentia saudade de você. Saudade de você, porque eu não tinha certeza se iria sequer te ver um dia.
Mas eu esperei.
Perdoe-me se eu nunca te procurei.
Quero que saiba que eu sempre soube que você não bateria na minha porta de uma hora para a outra. Que você não me ligaria por engano. Que você não estaria me esperando na outra rua quando eu dobrasse a esquina. Nem que você estaria sentado naquele café, numa mesa qualquer, esperando alguém, assim, como eu.
Eu sempre soube. Mas eu, eu confesso que eu imaginei. E desejei uma vez ou duas. Algumas. Várias vezes. Que você batesse. Que você estivesse. Que fosse você. E que para você, fosse eu.
Eu já fiz planos para nós dois.
Quando você estiver de aniversário eu vou levar dois chapeuzinhos, um para mim e uma para você. Uma língua de sogra para eu assoprar enquanto você assopra a vela do bolo. E assim, só eu e você, vamos celebrar o dia que você nasceu. Você, para a tua vida. Eu, você para mim.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Recortes hiperbólicos de um amor resquicioso
Você parece uma coisa meio de sonho.
Faz-me sentir mais seguro.
Tudo o que me faz sumir do mundo, perdido em pensamentos, está relacionado a você.
Pensar. Necessidade. Inesquecível.
Pensando.
Pensando.
Pensando.
Pensamento.
Não consigo parar um minuto sequer.
Onde quer que tu estejas.
Perder-te.
Nunca.
Te amo.
Te gosto.
Te adoro.
Tem tanta coisa que eu gostaria de te dizer.
Eu vou ficar aqui.
O tempo necessário.
Pensando.
Que isso dure.
Nunca me esqueça.
Isso não é só um sonho bom.
Faz-me sentir mais seguro.
Tudo o que me faz sumir do mundo, perdido em pensamentos, está relacionado a você.
Pensar. Necessidade. Inesquecível.
Pensando.
Pensando.
Pensando.
Pensamento.
Não consigo parar um minuto sequer.
Onde quer que tu estejas.
Perder-te.
Nunca.
Te amo.
Te gosto.
Te adoro.
Tem tanta coisa que eu gostaria de te dizer.
Eu vou ficar aqui.
O tempo necessário.
Pensando.
Que isso dure.
Nunca me esqueça.
Isso não é só um sonho bom.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Volta e meia
Penso em ti.
Tudo o que você foi.
Tudo o que você ainda é.
Teu nome ecoando em mim.
E te ver,
Querer não olhar,
Tentar não pensar,
Nem mesmo lembrar,
É tão inútil.
O toque frio da saudade.
Carícia eterna,
Dentro de mim.
Tudo o que você foi.
Tudo o que você ainda é.
Teu nome ecoando em mim.
E te ver,
Querer não olhar,
Tentar não pensar,
Nem mesmo lembrar,
É tão inútil.
O toque frio da saudade.
Carícia eterna,
Dentro de mim.
Assinar:
Postagens (Atom)
